O presidente licenciado do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu hoje dez dias de licença do mandato parlamentar. Isolado e enfraquecido por uma série de denúncias, Renan pediu no último dia 11 uma licença de 45 dias da presidência do Senado. Desde então, ele não apareceu mais no Senado para trabalhar.
Folha Imagem
Renan pede licença de dez dias ao Senado depois de se afastar da presidência da Casa
Essa nova licença não será somada ao período de 45 dias. Representa apenas uma justificativa para a ausência de Renan por dez dias nas próximas sessões do Senado.
Oficialmente, interlocutores de Renan dizem que ele usará o período da licença para fazer exames médicos de rotina --que ele costuma fazer anualmente.
Nos bastidores, entretanto, aliados de Renan disseram que ele teme retomar agora suas atividades como parlamentar no Senado. A Folha Online apurou que Renan avalia que o clima não é dos melhores e o peemedebista teme ser prejudicado nos desdobramentos dos processos que tramitam contra ele no Senado.
Amanhã, por exemplo, a Mesa Diretora do Senado decide se vai encaminhar a sexta representação contra Renan ao Conselho de Ética da Casa. Desta vez, Renan é acusado de apresentar uma emenda que permitiu o repasse de R$ 280 mil para uma empresa fantasma.
O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), negou hoje que esteja disposto a arquivar as representações contra Renan e contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "O julgamento precoce está um vício no Brasil, a gente tem que ter naturalidade para tratar. O mais importante, eu cumpri. Na quinta-feira, ao receber as representações, eu imediatamente convoquei a Mesa para terça-feira e pedindo uma decisão que seja soberana e à altura da responsabilidade política da instituição", disse.
Segundo reportagem publicada pela Folha, Viana estaria negociando o arquivamento alegando que o Conselho de Ética do Senado já rejeitou representação semelhante contra Azeredo, em 2006, por envolvimento no chamado mensalão tucano --esquema de caixa dois nas campanhas eleitorais de Minas.
A absolvição de Azeredo estaria num "pacote" de negociação entre governo e PSDB, cujo principal item é a CPMF.
O senador também estaria articulando a rejeição da representação contra Renan porque considera um "exagero" mais uma investigação contra o peemedebista --que já responde a outros cinco processos no Conselho de Ética. Ao tentar articular a rejeição às duas representações, o PT estaria agradando a oposição em meio às negociações para a votação da emenda que prorroga a CPMF até 2011.
Faltas
Viana reiterou que não pretende cortar parte do salário de Renan. "Ele está no prazo regimental de até 30 dias de manifestar sua ausência ou presença da Casa sem nenhum tipo de ameaça à sua estabilidade de senador. A princípio, é absolutamente natural que ele julgue que não teve condições de vir nesses primeiros dias e apresentar suas razões, que podem ser documentais ou colocadas perante a Mesa do Senado", disse Viana.
O presidente interino do Senado reiterou que Renan deve deixar a residência oficial, que ocupava enquanto presidente da Casa, para morar em um dos apartamentos funcionais oferecidos pelo Legislativo. "Ele havia me dado a informação que estava fazendo a opção de ficar no seu apartamento para preservar mais a sua privacidade e a da sua família."
Processos
Renan já foi absolvido em um processo de cassação mas ainda responde a outros quatro no Conselho de Ética da Casa por quebra do decoro parlamentar.
O peemedebista foi absolvido pelo plenário do Senado no processo que foi acusado de usar recursos da Mendes Júnior para pagar despesas pessoais, como pensão e aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem ele tem uma filha.
Renan ainda responde à acusação de ajudar a reverter uma dívida de R$ 100 milhões da Schincariol com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Nesse segundo processo, o relator é o senador João Pedro (PT-AM).
No terceiro processo Renan é acusado de usar "laranjas" para comprar um grupo de comunicação em Alagoas. O processo tem o senador Jefferson Peres (PDT-AM) como relator.
O quarto processo foi aberto para investigar a denúncia de que Renan teria participado de um esquema de desvio de recursos em ministérios controlados pelo PMDB. O processo tem o senador Almeida Lima (PMDB-SE) --aliado de Renan-- como relator.
O PSDB e o DEM apresentaram uma nova representação contra o peemedebista. Nessa representação, a quinta, ele é acusado de montar um dossiê para chantagear os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO). A espionagem teria sido feita pelo ex-assessor especial de Renan, o ex-senador Francisco Escórcio.
Fonte: www.folha.com.br
terça-feira, 23 de outubro de 2007
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
E que agora venha o verão e comece a revoada!
Fomos três de nós passar nas salas do colégio em que estudamos e ver quantas pessoas estariam dispostas a protestar, fazer uma média da proporção que o protesto tomaria. Juro, estávamos com medo de ter gente demais, de não conseguir controlar todas as pessoas que fossem.
Ao final do 'percurso' das 20 salas com, em média, 50 alunos em que avisamos, apenas 35 pessoas confirmaram a presença.
Foi quase um soco no estômago de todos nós.
Eu mesma fui tomada por um sentimento de revolta muito maior do que aquela que estava sentindo pela política no momento.
"Melou!" - Esse foi o nosso pensamento.
Mas aquela altura não tinha como cancelar ou deixar pra outro dia, ainda existia a esperança dos alunos, avisados em outros colégios, irem.
Já eram 13:45, e éramos em 22 pessoas.
E foi com essas vinte e duas pessoas que por três horas e meia protestamos contra a palhaçada que se encontra a política no Brasil, contra a corrupção e contra nosso principal 'alvo' no momento: Renan Calheiros.
Acho que digo por todos quando falo o quão delicioso (não existe outra palavra) foi quando os motoristas acenavam ou nos davam uma palavra de apoio. E quando buzinavam então!
Foi maravilhoso sentir que éramos apoiados e que, apesar das pessoas que nos mandavam 'caçar serviço', nossa causa era bem aceita pela população em geral.
Tudo bem... Não foi o que imaginávamos que seria.
Foi mais um protesto de 'divulgação', divulgação da causa e entrada para os muitos outros que, temos certeza, virão.
Munidos de Cartazes, apitos e uma vontade imensa de mudar o País, sabemos que além de informar, plantamos a semente da revolta em muitas das pessoas que passaram naquele pequeno trecho da Av. Afonso Pena.
Se fosse pra tirar um pensamento ou uma lição de tudo isso, seria que uma andorinha não faz verão, assim como apenas 22 adolescentes não fazem 'O' protesto... mas que aquela andorinha, assim como os adolescentes, pode mostrar a muitos que o verão é bem melhor.
Ao final do 'percurso' das 20 salas com, em média, 50 alunos em que avisamos, apenas 35 pessoas confirmaram a presença.
Foi quase um soco no estômago de todos nós.
Eu mesma fui tomada por um sentimento de revolta muito maior do que aquela que estava sentindo pela política no momento.
"Melou!" - Esse foi o nosso pensamento.
Mas aquela altura não tinha como cancelar ou deixar pra outro dia, ainda existia a esperança dos alunos, avisados em outros colégios, irem.
Já eram 13:45, e éramos em 22 pessoas.
E foi com essas vinte e duas pessoas que por três horas e meia protestamos contra a palhaçada que se encontra a política no Brasil, contra a corrupção e contra nosso principal 'alvo' no momento: Renan Calheiros.
Acho que digo por todos quando falo o quão delicioso (não existe outra palavra) foi quando os motoristas acenavam ou nos davam uma palavra de apoio. E quando buzinavam então!
Foi maravilhoso sentir que éramos apoiados e que, apesar das pessoas que nos mandavam 'caçar serviço', nossa causa era bem aceita pela população em geral.
Tudo bem... Não foi o que imaginávamos que seria.
Foi mais um protesto de 'divulgação', divulgação da causa e entrada para os muitos outros que, temos certeza, virão.
Munidos de Cartazes, apitos e uma vontade imensa de mudar o País, sabemos que além de informar, plantamos a semente da revolta em muitas das pessoas que passaram naquele pequeno trecho da Av. Afonso Pena.
Se fosse pra tirar um pensamento ou uma lição de tudo isso, seria que uma andorinha não faz verão, assim como apenas 22 adolescentes não fazem 'O' protesto... mas que aquela andorinha, assim como os adolescentes, pode mostrar a muitos que o verão é bem melhor.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
"O Brasil não tem POVO, tem PÚBLICO!"
Assim como disse o famoso escritor pré-modernista, Lima Barreto, "O Brasil não tem povo, tem público!", estamos nós, estudantes de ensino médio do país, pra dizer que ainda hoje essa é a realidade que vemos.
Desvios monstruosos, políticos corruptos, votos secretos, imunidade parlamentar, mentiras.
E o povo brasileiro sentado, braços cruzados, sem esperança de que exista algo que ainda possa ser mudado.
Pois há!
Ainda há esperança!
Só depende de nós.
Nossos pais não lutaram em vão contra a repressão da Ditadura, contra a censura estúpida daquela época para que nós aceitemos agora escândalos como esses de boca fechada e olhos vendados.N
Não sejamos feito a Justiça, que se diz Justa nesse país, mas que vê tirarem do Pobre para dar ao Rico e continua cega, surda e paralítica.
Não sejamos tolos como os poderosos acham que somos.
Mostraremos que temos, sim, consciência do que acontece e que não aceitaremos tal comportamento como se nossa opinião não fosse relevante.
É o seu voto que os coloca onde estão!
É o seu país que eles "governam"!
É você que vive com um salário mínimo, enquanto eles recebem em um mês mais do que você em um ano!
É isso que você quer ver?!
É esse o país o qual você quer viver?!
Sair as ruas e protestar, é isso que devemos fazer!
Mostrar a eles que não são imunes, que não são melhores e que, exatamente por estarem no poder, deveriam ser o exemplo do país!
Desde quando Honestidade, tanto para um político quanto para um civil comum, virou sinônimo de virtude?
Honestidade não é nada mais que obrigação!
E é com um pequeno passo que se começa uma caminhada e a nossa começará com a caçassão do mandato de Renan Calheiros, atual presidente do Senado.
Renan Fora da presidência do Senado!
Essa será nossa primeira vitória!
Nesta sexta-feira, à 13:30h, os estudantes de Campo Grande - MS estarão na Praça Ary Coelho, entre a 13 e a 14, reivindicando pela justiça e honestidade perdidas do País!
"Vem, Vamos embora! Que esperar não é saber... Quem sabe, faz a hora! Não espera acontecer!"
Desvios monstruosos, políticos corruptos, votos secretos, imunidade parlamentar, mentiras.
E o povo brasileiro sentado, braços cruzados, sem esperança de que exista algo que ainda possa ser mudado.
Pois há!
Ainda há esperança!
Só depende de nós.
Nossos pais não lutaram em vão contra a repressão da Ditadura, contra a censura estúpida daquela época para que nós aceitemos agora escândalos como esses de boca fechada e olhos vendados.N
Não sejamos feito a Justiça, que se diz Justa nesse país, mas que vê tirarem do Pobre para dar ao Rico e continua cega, surda e paralítica.
Não sejamos tolos como os poderosos acham que somos.
Mostraremos que temos, sim, consciência do que acontece e que não aceitaremos tal comportamento como se nossa opinião não fosse relevante.
É o seu voto que os coloca onde estão!
É o seu país que eles "governam"!
É você que vive com um salário mínimo, enquanto eles recebem em um mês mais do que você em um ano!
É isso que você quer ver?!
É esse o país o qual você quer viver?!
Sair as ruas e protestar, é isso que devemos fazer!
Mostrar a eles que não são imunes, que não são melhores e que, exatamente por estarem no poder, deveriam ser o exemplo do país!
Desde quando Honestidade, tanto para um político quanto para um civil comum, virou sinônimo de virtude?
Honestidade não é nada mais que obrigação!
E é com um pequeno passo que se começa uma caminhada e a nossa começará com a caçassão do mandato de Renan Calheiros, atual presidente do Senado.
Renan Fora da presidência do Senado!
Essa será nossa primeira vitória!
Nesta sexta-feira, à 13:30h, os estudantes de Campo Grande - MS estarão na Praça Ary Coelho, entre a 13 e a 14, reivindicando pela justiça e honestidade perdidas do País!
"Vem, Vamos embora! Que esperar não é saber... Quem sabe, faz a hora! Não espera acontecer!"
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